sábado, 9 de outubro de 2010

A escola

    No meio dos burburinhos e das conversas paradas, retiro uma linha de pensamento para lhe dizer do meu silêncio. Cansei das palavras sem nexo, dos sorrisos forçados... as vezes chego a nítida certeza que minha vida é tão banal chegando ao cúmulo da inutilidade. Chego ao ponto de me esconder dos rostos se é que são. O que vejo são apenas máscaras vivas escondendo seu desespero no olhar. 
    Se as máscaras soubessem do que eu sei, teriam medo, da sua própria face deformada refletida no espelho. O espelho já nem mostra seu espírito, mostra apenas os erros imperdoáveis de algo que chamam de vida.
    Aqui no meu refúgio eu posso descansar e ter pelo menos uma paz. Ninguém me incomoda com futilidades, ninguém me aplaude e nem me zomba. Como se eu fosse a porta dos novos mundos, a porta dos sonhos sem ser reconhecida. É tão bom se sentir sozinha que tenho medo do meu único refúgio virar realidade.
    A escola estava insuportável, o barulho do som, das pessoas e até mesmo das pisadas no chão me deixavam frustrada. O olhar caótico de todos e as mesmas e intermináveis conversas de sempre. Os professores brigando, os meninos ainda brincando de bolinhas de papel e as meninas preocupadas com os cabelos. Muito cético. 
    A escola é sempre a mesma droga. Vamos continuar a farsa e deixar isso te enlouquecer.


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