domingo, 21 de agosto de 2011

Dezembro I

     Não sei se foi o ápice da minha tristeza ou se eu tinha me esquecido de tomar meus analgésicos de sobrevivência durante esse mês. Irei ficar com a segunda opção, ela é bem mais a minha cara. Durante o ano eu tinha como o que me preocupar e ocupar meu tempo: escola, amigos, atividades escolares, sono e muito estudo. Mas chegaram as férias e todas as minhas preocupações referentes a escola terminava e meu alvo seria apenas eu
     Bastou entrar de férias e toda minha incapacidade de ser feliz veio de malas e cuia, com o pretexto de querer visitar minhas colegas de quarto, Solidão Fura-olho e Depressão Pé-no-saco. Foram dias inesquecíveis, elas me fizeram lembrar de tudo dele, TUDO MESMO. Cor preferida, conversas, risos, bandas e músicas prediletas, piadas, declarações, onde é, por que é e o principal, por que partiu. Você nunca espera que uma simples e mera pessoa vá pisar nos seus sentimentos, porque você acha que é forte o suficiente para aguentar tudo  sozinho e levantar com uma cara de sou-melhor-que-você. Mais uma doce ilusão da vida. 
     Eu tive que me assistir sofrendo todos os dias sem poder fazer nada. Até porque eu era culpada por tudo ou pelo menos uma parte. Não havia nada naqueles dias que me fizesse parar para pensar no que estava fazendo da minha vida. Nada mais importava sem ele a minha vida é impossível.    


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